quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Cecília Meireles e a Solidão

  

    
     A escritora dos sonetos voltados aos espaços da solidão, que nasceu em 1901 e faleceu em 1964, escreveu também literatura infantil, folclórica, fez crítica literária e colaborou muito com a imprensa brasileira. Ao contrário das intenções nacionalistas e das inovações na linguagem (Como tem ocorrido hoje em dia com a adaptação polêmica da nova linguagem), encontradas nos modernistas, a poetisa manteve-se presa ao lirismo de tradição portuguesa, mas com sua expressão pessoal.
     Por meio da depuração da linguagem musical e cadenciada no Simbolismo, Cecília transformou em belos poemas a sua melancolia e solidão, voltados a traduzir, trazidos do âmago do coração, a saudade e o tempo que se passa. E, manifestando sua resignação madura perante as angustias do mundo, a poesia de Cecília, marcada por profunda tristeza e desencanto, se revela como uma das mais significativas expressões do lirismo moderno.
     Dos seus muitos livros de poesia, destacam-se os segundos: Viagem (Publicado em 1939); Vaga Música (Publicado em 1942); Mar Absoluto (Publicado em 1945); Retrato Natural (Publicado em 1949); Doze Noturnos da Holanda (Publicado em 1952); O Aeronauta (Publicado em 1952); Romanceiro da Inconfidência (Publicado em 1953); Canções (Publicado em 1956); Metal Rosicler (Publicado em 1960); Poemas Escritos na Índia (Publicado em 1962) e, Solombra (Publicado em 1963).


Abaixo, um dos sonetos da poetisa:

“Traze-me um pouco das sombras serenas
que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
— vê que nem te peço alegria.

Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta no seu coração!
A alvura, apenas, dos ares:
— vê que nem te peço ilusão.

Traze-me um pouco da tua lembrança,
aroma perdido, saudade da flor!
— Vê que nem te digo — esperança!
— Vê que nem sequer sonho — amor!



Solitário Sim, Zumbi Jamais



Há pessoas que não suportam o quotidiano sem uma pílula ou analgésico que possa lhes sorver a intensidade da realidade; há também aqueles que se desligam totalmente do mundo por não suportá-lo ou achá-lo confuso e injusto demais. Quando o movimento Vivere In Eremu surgiu na França pela primeira vez, muitos psicólogos criticaram-no sem saber seus reais fundamentos e busca por um espaço comum entre todas as pessoas que vivem a solidão mais miserável, mas, nós resistimos e aqui estamos hoje: Somos mais de 90 mil em todo o mundo, e não há um Stop para este Movimento. Viver a solidão, procurar por meio de Redes Sociais na Internet grupos e pessoas que estejam a viver este dilema e que desejam interagir On-line ou não com pessoas que levam vidas solitárias, não é uma questão de dissociativismo como dizem muitos os especialistas em psicologia por aí, mas sim, uma questão de Estilo de Vida. E, querer viver só ou, ser solitário, não tem nada a ver com ser um dependente químico. Não, por que, quem vive a realidade a base de tóxicos não faz parte da realidade, mas sim, de um Coma Vegetativo consciente onde, nem mesmo os sentimentos podem interagir com o ser. Estar chapado o tempo todo não tem nada a ver com este Movimento, nem mesmo com a vida, até por que, quem vive para a solidão enxerga a realidade como uma caixa tênue onde se ama viver e estar, mas, quem vive sob o efeito de drogas, enxerga a realidade como uma inimiga e, deseja a todo custo, se extrair dela. Nós, do Movimento Vivere In Eremu não temos nada a ver com pessoas que levam um tipo de vida como este, ou seja, com pessoa que dependem de tóxicos para viver. O Movimento Vivere In Eremu é um seguimento voltado para a interação com pessoas solitárias do mundo inteiro e, promove em grupos abertos, a busca por afinidades. Se você é um lunático, alienado, viciado em drogas e pretende seguir este Movimento, aconselho antecipadamente que busque por ajuda especializada pois, este Movimento não é o seu lugar. Ser viciado em drogas é um triste dilema a que vivem muitas pessoas pelo mundo e viver este infortúnio consigo mesmo não é, em hipótese alguma, uma afinidade com o Movimento Vivere In Eremu. Por favor, não me leve a mal mas, peço gentilmente que, se você for viciado em drogas, que procure ajuda o mais rápido possível, perca seus medos e salve a sua vida.


The Art of Getting by





     O filme The Art of Getting by que foi lançado no Brasil, conta a história de um jovem desenhista e pintor chamado George Zinavoy, estrelado por Freddie Highmore que, leva uma vida de silêncio e exclusão de si mesmo, tentando através de sua arte, encontrar seu lugar no mundo.
     O ator consegue nos passar a totalidade da solidão com sua excelente atuação, que lembra até mesmo filmes como: Garotos Não Choram (Boys Don’t Cry); David Cross em, O Leitor (The Reader); Meu Irmão Igby (My Brother Igby); Correndo Com Tesouras (Speed With Scciors) e, Prata Queimada (Prata Quemada).
     The Art of Getting By é um filme que nos faz refletir sobre nós mesmos e sobre questões sobre nosso lugar no mundo, como por exemplo: Por que necessitamos tanto de um círculo de amigos, e, para quê isto serve, se, as pessoas somente tendem a julgar umas as outras? Este, é um belo filme que deve ser visto sim e, vale muito pois, nos dá dimensões sobre como encontrar a nós mesmos em um mundo que já havia se esquecido de que existíamos. Pois, através desse filme, portas abrem-se à nós, como se estivéssemos assistindo a nossa própria vida através de uma outra pessoa que vive a mesma solidão em que vivemos.


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Os Excluídos e O Dia do Eremu Grito


Quem (Um de nós solitários, um tanto dissociados) nunca se sentiu excluído
da sociedade em meio aos seus tabus doentios, seja de beleza ou não?
Difícil é se manter de pé numa ratoeira narcisista como esta!
Mas o quê podemos fazer para que isto mude? O quê? Sumir seria a
resposta mais adequada se todos os adeptos do narcisismo pudessem
falar por nós. Mas o fato é que não vivemos a Monarquia desta doença
psicamente contraditória. Será que narcisistas não envelhecem?
E, quando à esta idade chegarem, o que farão de seus rostos ruguentos?
Ah, amigo ou amiga que está aqui a me ler neste momento, acho que
vê uma luz nestas linhas não é mesmo?
Bom, não há regras para deixar de ser um fantasma mas, o que se pode
fazer é, começar a se mostrar como pessoa em meio à todo este lixo
narcisista social. Causaremos, ao decorrer de vida deste blog, manifestos
artísticos públicos. Como por exemplo:

 O Dia do Eremu Grito - Onde, nos reuniremos em diversos pontos do
Brasil a manifestarmos por via de canções e sarais de poesia em público
onde. gritaremos a força de vossa solidão. Ali, à margem da sociedade
narcisista que, vos ouvirá em toda a vossa intensidade. Ainda não há
previsões para este Manifesto cultural de vossa solidão mas, quando
tudo estiver marcado, pode deixar que todos serão avisados por meio
de inúmeros sites de relacionamento e e-mail.
Mas, tudo feito de um jeito saudável é claro, para mostrarmos que temos
algo a mais que eles, ou seja: Educação!

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Carta do Leitor


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“Chamo-me L. Diniz e, gostaria de participar juntamente a essa coluna com todos os leitores, um pouco da minha vida íntima. É que há alguns dias atrás, algumas bolhas vieram a aparecer sobre a superfície do meu pênis. Tenho 32 anos e sou virgem. Nunca pratiquei o sexo com ninguém e nunca me masturbei, acho qualquer forma de sexo um horror, bem, essa é minha opção em relação ao sexo. Mas, voltando ao assunto, gostaria de dizer que isto, esta infecção, aparecera na verdade, há quatro anos atrás, mas, como de início me parecera algo não muito ruim, não procurei a ajuda médica, o que na verdade foi um erro. Hoje, essa infecção que ia e vinha, aparecendo de vez em quando, retornou mais violenta e, tive de procurar um médico. Chegando no consultório, a primeira coisa que fiz foi informar o médico sobre minha ideologia sobre o sexo. Disse eu a ele que nunca havia feito sexo, nenhum tipo de ato sexual. Sendo assim, ele mandou-me que se sentasse na maca, tirasse o pênis para fora, arregaçasse a glande para fora para que pudesse ele examiná-la. Após o diagnostico, disse o médico que eu tinha Herpes Genital e que esta doença não tem cura.

Sobre o Herpes Genital:

É uma doença sexualmente transmissível para a qual não existe cura. Provoca coceira no pênis, seguida do aparecimento de pequenas bolhas, que desaparecem depois de certo tempo, mas que retornam a se manifestar de tempo em tempo, dependendo das condições do sistema imunológico do portador. Enquanto estiver com bolhas ou ulcerações, a pessoa infectada deve evitar ter relações sexuais.

NOTA DO LEITOR: Pode também ser transmitido pelo toque de mãos sujas, por isso, sempre esteja com as mãos limpas antes de tocar as partes genitais. Lave sempre a cabeça do pênis com sabonete (Mas não com o sabonete usados por todos na sua casa). Tenha o seu próprio sabonete. E, se puder, lave com sabão de coco, e faça, após urinar pela última vez antes de dormir, a limpeza do local. Use Solução Fisiológica encontrada em qualquer farmácia para a limpeza sempre com algodão. A lavagem com o sabão de coco pode arder um pouco, mas logo passara, já que algumas feridas podem estar abertas. Seque o local afetado não com sua toalha, mas com algodão e, não deixe de procurar um médico.


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